Procuradores indonésios pedem pena de morte para religioso radical islâmico

Entre os ataques ordenados por Aman Abdurrahman, destaca-se um atentado suicida na capital do país, Jacarta, em janeiro de 2016, que resultou na morte de quatro civis e quatro atacantes.

De acordo com a Procuradoria Geral, o religioso "conseguiu espalhar o radicalismo e comunicar com os seus partidários através de visitas e videochamadas".

A polícia descreveu Abdurrahman, de 45 anos, cujo nome real é Oman Rochman, como o principal tradutor indonésio da propaganda do Estado Islâmico e líder da Jemaah Anshourut Haulah, uma rede de quase duas dezenas de grupos extremistas, formados em 2015.

Mais de 100 polícias de unidades antiterroristas e paramilitares foram mobilizados para proteger o julgamento, que acontece num clima de tensão após vários ataques reivindicados pelo grupo extremista nos últimos dias.

Atentados suicidas no domingo e na segunda-feira, em Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia, mataram 26 pessoas, incluindo 13 agressores. Duas famílias realizaram os ataques, em que participaram crianças de 7 anos.

Os ataques de domingo, a três igrejas cristãs, são os mais mortíferos na Indonésia desde os atentados de 2005 em Bali, nos quais morreram 20 pessoas e mais de 100 ficaram feridas.

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