Juncker exorta a União Europeia a assumir papel de “ator global”

Jean-Claude Juncker começou o discurso anual do Estado da União com um aviso: "Em 1913, os europeus esperavam uma paz longa e duradoura. No entanto, apenas um ano depois, uma guerra brutal irrompeu entre irmãos", uma guerra que "apanhou de surpresa "um continente solarengo, otimista e pacífico".
Numa referência ao início da Primeira Guerra Mundial, o presidente da Comissão Europeia esclareceu que não pretendia “sugerir que estamos à beira de uma catástrofe semelhante”, mas antes valorizar o contexto atual.
“A União Europeia é uma guardiã da paz. Fiquemos felizes por vivermos num continente de paz, num território que goza de paz, graças à União Europeia”, sublinhou o líder do executivo comunitário.
“Vamos mostrar mais respeito pela União Europeia. Deixemos de arrastar o seu nome pela lama. Vamos defender o nosso modo de vida, a nossa forma de ser. Vamos abraçar um patriotismo que não está contra os outros, vamos censurar o nacionalismo que ataca os outros e procura bodes expiatórios em vez de procurar soluções que nos permitam coexistir da melhor forma”, afirmou o presidente da Comissão Europeia. 
O político luxemburguês fez o seu último discurso do Estado da União enquanto presidente da Comissão mas deixou de lado qualquer balanço dos últimos quatro anos à frente da Comissão. Juncker quis antes delinear os principais desafios que se colocam no futuro. "Esta comissão é apenas um capítulo, um breve momento na longa história da União Europeia", ou “os políticos vão e vêm, a Europa fica” foram algumas das mensagens repetidas ao longo de quase uma hora de discurso.



Juncker avisou Bruxelas que não pode tomar como garantidas as “alianças internacionais do passado” e que a União Europeia deve tornar-se “num ator global”, um poder soberano nos palcos mundiais, com uma diplomacia a uma só voz que seja capaz de "influenciar a política mundial". Assumindo-se como um “multilateralista convicto”, o presidente da Comissão Europeia disse estar contra o “unilateralismo desrespeitoso”.

Categoria:Noticias

Deixe seu Comentário