Maio: Deputado do PAICV diz que população da ilha está a passar por “momentos difíceis”


Em declarações à Inforpress, na recta final da sua visita ao círculo eleitoral, Fernando Frederico assegurou que a situação socioeconómica na ilha é “periclitante”, porque as famílias, principalmente do meio rural, não estão a poder arcar com as suas responsabilidades mensais, devido a falta de trabalho e do mau ano agrícola, razão pela qual muitos estão com energia eléctrica e água cortadas nas suas moradias.

“O mundo rural na ilha do Maio também está triste, porque pela informação que disponho, a partir de 31 deste mês, a ilha do Maio vai deixar de ser contemplada com o programa de Promoção de Oportunidades Socioeconómicas Rurais (POSER), um programa que tem dado grande contributo na ajuda às famílias com mais dificuldades financeiras”, sublinhou.

Fernando Frederico disse estranhar essa posição do Governo, lembrando que no Parlamento fizera esta pergunta ao ministro da Agricultura se a ilha vai continuar a beneficiar com o prolongamento deste programa e governante garantira na altura que a ilha ia continuar a ser contemplada, pelo que considerou “uma machada” aos anseios das populações, principalmente neste momento de seca severa que a ilha está sofrer”, enfatizou.

O deputado oposicionista manifestou, também, a sua preocupação em relação à ligação, tanto marítima como aérea, porque, conforme avançou, a partir do mês de Maio, a companhia de aviação Binter CV já pronunciou que vai diminuir o número de voo para a ilha, passando de três semanais para somente dois, o que na sua opinião vai trazer grandes constrangimentos para os operadores turísticos e económicos na ilha.

“Medidas devem ser tomadas para que haja previsibilidade no horário, tanto dos voos como nas ligações marítimas, frisou, lembrando que os operadores económicos estão descontentes com a situação actual, em que não garantia de transporte das cargas em um dia concreto”.

Para Fernando Frederico, o sector das pescas não tem merecido a devida atenção, razão pela qual os pescadores da zona norte dizem estar defraudados com o ministro dos Transportes e Economia do Mar que, recordou, tinha prometido reparar ou até instalar uma nova máquina de gelo naquela vila, o que, segundo adiantou, até então não aconteceu, para além de não haver uma linha de crédito para a classe, sem contar com o abandono da casa de abrigo de Porto Cais.

O deputado do PAICV afirmou que, tanto a autarquia local como o Governo central, já deveriam dar inicio ao plano de mitigação que anunciaram terem para a ilha, porque as famílias já não estão conseguir suportar nem as despesas básicas quanto mais custear os estudos dos filhos.

Adiantou que caso não vier a ser tomado medidas nos próximos meses, a ilha pode vir a conhecer situação semelhança dos anos anteriores.

“Razão pela qual muitos jovens continuam abandonar a ilha, à procura de melhores condições de vida em outras paragens, como Santiago, Boa Vista e Sal”, fez saber.

O abastecimento de água também foi apontado por aquele deputado tambarina como sendo um dos “graves” problemas que a população maiense vem enfrentando, não obstante os grande investimentos feitos recentemente, no quadro do programa financiado pelo MCA,

Recordou, igualmente, que “foi prometida água na rede durante 24 horas, mas enquanto isso a população está sem este líquido durante mais de uma semana, por isso diz esperar que medidas sejam tomadas”. A Semana com Inforpress


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