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Instituto Nacional de Saúde Pública alerta para “aumento preocupante” na densidade vetorial de mosquitos

Instituto Nacional de Saúde Pública alerta para “aumento preocupante” na densidade vetorial de mosquitos

Maria da Luz Lima, que falava aos jornalistas depois de um encontro com o grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), adiantou que a situação foi detectada na última semana durante uma acção de monitorização habitual.

“Nessa monitorização habitual constatou-se um aumento da densidade vetorial dos mosquitos tanto da aedes aegypti como de larvas, isso requer uma intervenção ainda mais aprofundada”, precisou.

A responsável sublinhou que o INSP realiza a vigilância vetorial em todo o país, mas há necessidade de intensificar acções, tendo em conta a aproximação da época das chuvas, que favorece a proliferação do mosquito vector de doenças como a dengue e o paludismo.

“A delegacia de saúde já foi comunicada, o Programa Nacional contra as Doenças de Transmissão Vetorial também já tem conhecimento, e prevemos esta semana ainda intensificar e apelar também o aumento das acções a nível de controle dos focos dos mosquitos para evitar que esses mosquitos provocam um aumento da doença nas próximas semanas”, disse.

A presidente do INSP destacou que a vigilância entomológica é essencial durante todo o ano, mas especialmente neste período em que o aumento da temperatura e da humidade favorece a eclosão dos ovos.

Explicou ainda que o controle de águas paradas, o tratamento adequado do lixo e a eliminação de recipientes expostos são medidas essenciais para travar o aumento dos mosquitos.

“É uma situação preocupante, portanto estamos a ver com a autoridade sanitária local, Delegacia de Saúde, a Direcção Nacional de Saúde, Direcção Nacional de Ambientes, mas também o poder local, (…) e instituições que têm atribuições na questão do saneamento, no sentido de continuar essa intervenção musculada, ou até reforçar, para realmente reduzir ao máximo o número de focos de mosquitos”, apontou.

Maria da Luz Lima acrescentou ainda que, em breve, será lançada uma revista científica cabo-verdiana focada na investigação em saúde pública, com destaque para temas como vigilância entomológica, doenças não transmissíveis e comportamentais, entre outras.

Esta iniciativa visa aumentar a literacia científica e apoiar na tomada de decisões mais informada em várias áreas da saúde.

Na última semana, a nova representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no arquipélago, Ann Lindstrand, alertou que Cabo Verde corre o risco de perder a certificação de país livre de malária, atribuída em Janeiro de 2024, caso não controle os casos de transmissão local até ao início do próximo ano.

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