No primeiro dia de Julho, uma terça-feira, Cabo Verde passava a ser classificado como país de rendimento médio-alto, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Grupo Banco Mundial (GBM). Esta classificação, com fins essencialmente analíticos, baseia-se exclusivamente na evolução do rendimento per capita e não implica, por si só, mudanças na elegibilidade para acesso a recursos do GBM, como explicou, na altura, ao Expresso das Ilhas Indira Campos, Representante Residente do Grupo Banco Mundial Cabo Verde. “Esta nova classificação é um testemunho inquestionável do percurso notável de desenvolvimento de Cabo Verde nos últimos 50 anos e reflecte décadas de compromisso, de resiliência e de políticas públicas sólidas. Com este novo marco, Cabo Verde reafirma-se como um exemplo de boa governação, estabilidade e compromisso com o desenvolvimento sustentável, consolidando a sua posição como um destino seguro, fiável e cada vez mais atrativo para o investimento internacional. Contudo, este feito traz consigo novos desafios e responsabilidades. Manter este progresso exigirá esforços ainda maiores para garantir um crescimento inclusivo, reforçar a competitividade e fortalecer a resiliência face a choques externos”, disse então Indira Campos.
Avançando para o último mês do ano, no passado dia 11, o stock de reservas situou-se em 1.019,8 milhões de euros, um patamar considerado robusto e compatível com a estabilidade macroeconómica, assegurando a sustentabilidade do regime cambial de indexação ao euro.
Segundo o BCV, este desempenho das reservas externas líquidas resulta da conjugação de vários factores, principalmente a política monetária, a dinâmica do turismo, o aumento do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) e das remessas dos emigrantes.
