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Líderes europeus assinam declaração em defesa da autonomia da Gronelândia

Publicada em: 06/01/2026 15:50 -

Numa declaração conjunta, sublinham que a ilha ártica, estratégica e rica em minerais, "pertence ao seu povo" e apoiam a posição da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que exigiu aos Estados Unidos (EUA) que parem com as ameaças "contra um aliado histórico".

Donald Trump reiterou o objetivo de anexar a região numa entrevista dada no domingo, na qual afirmou que os EUA precisam da Gronelândia e descreveu a ilha como estando "rodeada de navios russos e chineses".

As declarações levaram o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, a reagir, defendendo, na segunda-feira de manhã, ter chegado a altura do Presidente dos Estados Unidos parar com as pressões e insinuações.

Recusando qualquer paralelo entre a situação do território dinamarquês e a da Venezuela, cujo líder foi raptado no sábado pelos Estados Unidos, Nielssen lembrou que a Gronelândia é um país democrático.

Pouco depois, a União Europeia (UE) avisou que a Gronelândia não é "um bocado de terra que esteja à venda" e garantiu estar em contacto com o Governo daquela região, enquanto o primeiro-ministro britânico afirmava que o futuro da Gronelândia só pode ser decidido pela própria e pela Dinamarca.

Ao mesmo tempo, a primeira-ministra dinamarquesa alertava para as consequências de um ataque norte-americano a um país da NATO, dizendo que isso seria "o fim de tudo", incluindo da aliança militar e do sistema de segurança estabelecido desde o final da II Guerra Mundial.

Afirmando estar a fazer "todos os possíveis" para impedir uma escalada da tensão, Mette Frederiksen rejeitou as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhou que a Dinamarca alocou o equivalente a 1,2 mil milhões de euros à segurança na região até 2025.

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