Intervindo durante o debate parlamentar, José Luís Sá Nogueira afirmou que o crescimento do turismo e o seu impacto na economia cabo-verdiana são inegáveis, mas admitiu que persistem constrangimentos.
“Temos a plena consciência de que ainda temos muitos desafios pela frente, como aliás é normal, porque o desenvolvimento é um processo”, declarou.
Segundo o governante, o Executivo encara o turismo e os transportes como sectores interdependentes, estruturantes e decisivos para o crescimento económico, a criação de emprego, a coesão territorial e a afirmação internacional de Cabo Verde, um Estado arquipelágico com pequena economia, mercado limitado e forte dependência do turismo.
Neste sentido, prosseguiu, o Governo tem vindo a assumir estes sectores como catalisadores do desenvolvimento, apostando num processo reformador que permita consolidar a mobilidade de pessoas e cargas num quadro de previsibilidade e sustentabilidade.
José Luís Sá Nogueira elencou os resultados que, segundo disse, reflectem o trabalho desenvolvido desde 2016 pelo Governo liderado pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.
“O Governo de Cabo Verde tem vindo, desde 2016, a trabalhar arduamente e com grande espírito de responsabilidade, com forte compromisso com o crescimento e desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.
No sector do turismo, o ministro recordou que a actividade praticamente não existia nos anos 80 e que apenas a partir da década de 90, com o advento da democracia, se começou a estruturar o seu desenvolvimento, através da criação de um ambiente favorável ao investimento estrangeiro directo.
Actualmente, explicou, a estratégia governamental está definida no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Turismo 2018-2030, nos Master Plan do Turismo para cada ilha e no Programa Operacional do Turismo 2022-2026.
