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Nova central de oxigénio no hospital da Praia garante poupança anual de mais de 120 mil contos - ministro das Finanças

Publicada em: 06/03/2026 08:54 -

Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração da infra-estrutura na capital, o governante sublinhou que o investimento de aproximadamente 770 mil contosrepresenta um ganho estratégico para o sistema nacional de saúde, sobretudo no reforço da capacidade de resposta hospitalar e na garantia de qualidade dos cuidados prestados.

"O mais importante é que o serviço tenha qualidade, que uma fábrica de produção de oxigénio permita autonomia para o hospital, mas segurança para os pacientes e para os gestores", afirmou Olavo Correia, destacando a modernização do sistema que agora permite a ligação directa do gás medicinal à cabeceira dos pacientes.

Segundo o governante, a central enquadra-se num conjunto de investimentos estruturantes que o executivo tem vindo a realizar na saúde, nomeadamente ao nível dos recursos humanos, regularização de vínculos precários, implementação dos Planos de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR), formação contínua, construção e requalificação de infraestruturas, além da aquisição de equipamentos de diagnóstico.

O também ministro das Finanças e da Economia Digital destacou ainda que o Orçamento do Estado para a saúde representa cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 13% do orçamento global, traduzindo, conforme disse, “um esforço enorme” para garantir um serviço de qualidade.

“É muito dinheiro de poupança anual, mas mais do que a poupança é a segurança nos cuidados. A vida não tem preço e esta segurança ao nível da proteção do oxigénio medicinal vai para além das implicações financeiras”, realçou.

Olavo Correia recordou que a experiência da pandemia de covid-19 evidenciou a vulnerabilidade do setor, defendendo que a capacidade de produção instalada na ilha de Santiago, a par da existente em São Vicente, reforça a segurança sanitária nacional.

O governante adiantou que, a partir da Praia, será possível abastecer outras estruturas de saúde do país, sublinhando que a racionalização de recursos é fundamental, não se justificando a instalação de uma fábrica em cada município ou ilha.

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