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Armada Espanhola demonstra vigilância com drones em Cabo Verde

Publicada em: 22/05/2026 08:32 -

“Quando há vários navios, é impossível ir a todos e com esta ferramenta podemos ver muitos barcos num curto espaço de tempo e ter provas do que está a acontecer. É muito útil”, explica o capitão-de-corveta Ángel García Estrada, comandante do Furor.

Há dias, foi graças ao 'drone' (aeronave não tripulada) que o navio detetou barcos de pesca ilegal, quando passou perto do continente.

“Estavam a pescar sem transmissor [de identificação] ligado e, quando fomos ao navio, não tinham licença. Então, notificámos os países, Senegal e Mauritânia, do que se passava nas suas águas. Graças às imagens do 'drone'”, exemplificou.

As câmaras de alta definição e o modo silencioso permitem ver que tipo de peixe estão a apanhar – num caso era tubarão, cuja pesca é proibida –, quantas pessoas estão a bordo, com que redes e equipamentos, sem que ninguém dê conta de que estão a ser observados.

Noutra situação, ao largo da Guiné-Conacri, foi identificado um problema de poluição marítima.

O combate ao narcotráfico, tráfico de pessoas e pirataria também estão nos objetivos destas vigilâncias coordenadas.

O comandante falava a bordo do navio espanhol que hoje recebeu autoridades militares e de segurança cabo-verdianas, além de representantes de outros países, para uma viagem de quatro horas em que foi demonstrado o 'drone' M5D Airfox, com 2,4 metros de largura de asas e pouco mais de um metro de profundidade.

As asas estão cobertas de painéis solares e, já com a hélice elétrica ligada, o aparelho foi lançado com uma catapulta do convés principal do navio, mas também pode ser lançado à mão e em terra.

Em segundos, desaparece no céu: é controlado por um comando como o de uma consola de jogos, através de dois ecrãs que mostram em tempo real a posição no mapa de um lado e a imagem ao vivo da câmara, do outro.

A capacidade de vigilância estende-se por um raio de 35 quilómetros e suporta ventos fortes.

Após uma passagem pela Cidade Velha, o 'drone' recebe ordem de regresso ao barco, onde é erguida uma rede contra o qual é atirado e guardado até uma nova missão.

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