Em entrevista à Inforpress, para falar sobre a constituição do novo elenco governamental, o presidente da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), Marcos Rodrigues, detalhou as principais prioridades e os dossiês pendentes que transitam do executivo anterior, começando por apontar a gestão da FIC e a transferência de competências na área industrial por resolver.
Quanto à gestão da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), Marcos Rodrigues apontou como ponto crítico a contestação da instituição relativamente à decisão do Governo de Ulisses Correia e Silva, que “à última hora” afastou a Câmara de Comércio da gestão e administração da FIC, onde operava há mais de 15 anos.
“A expectativa actual é que o novo executivo reveja esta medida e avance com a construção de um novo espaço de exposição na Praia, após a demolição do antigo, garantindo maior dignidade para a apresentação e exportação de produtos nacionais”, disse.
Segundo o entrevistado, a transferência de competências na área industrial continua por resolver, pois, apesar de o primeiro-ministro anterior ter dado instruções para avançar com o dossiê, o processo nunca foi concluído.
“A CCS exige da tutela a conclusão do dossiê da certificação e do licenciamento industrial para mitigar a burocracia excessiva, responder com rapidez aos investidores estrangeiros e resolver os problemas crónicos de certificação no país”, afirmou, ressaltando também a necessidade de uma maior integração regional.
Para consolidar a integração regional, a associação apela ao novo Governo para que priorize a melhoria e a intensificação das ligações marítimas regionais e solicita uma compensação financeira estatal para mitigar os custos que as Câmaras de Comércio assumem de forma autónoma na promoção internacional e diplomacia económica de Cabo Verde.
