Em comunicado, o sindicato considera que, num sector altamente competitivo como o da aviação, a confiança constitui um dos principais activos de uma companhia aérea, pelo que qualquer declaração pública que coloque em causa o futuro da empresa tem consequências directas na sua imagem e na sua capacidade de recuperação.
Segundo o SNPAC, as declarações surgem numa altura em que Cabo Verde beneficia de uma crescente projecção internacional, impulsionada pelo turismo e pela campanha da Selecção Nacional, da qual a TACV é transportadora oficial.
Para os pilotos, este deveria ser um momento para reforçar a marca da companhia e conquistar novos mercados, e não para alimentar dúvidas sobre a sua continuidade.
O sindicato defende que a TACV é uma empresa estratégica para o país, com um papel essencial na mobilidade entre as ilhas, na ligação à diáspora, no desenvolvimento do turismo, na economia nacional e na afirmação internacional de Cabo Verde.
No comunicado, recorda ainda as consequências da paralisação da companhia no passado, apontando o isolamento do arquipélago, a redução da conectividade, o aumento do preço das passagens e as dificuldades enfrentadas por milhares de cabo-verdianos residentes no país e na diáspora.
Os pilotos sublinham igualmente que os trabalhadores continuam a assegurar as operações da empresa com profissionalismo e sentido de missão, apesar dos sucessivos incumprimentos laborais, atrasos salariais e restantes dificuldades enfrentadas pela companhia.
