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Presidente português quer uma CPLP mais influente nas decisões globais e próxima das novas gerações

Publicada em: 23/07/2026 08:57 -

O chefe de Estado português considerou que, apesar dos desafios que a comunidade enfrenta, existe um percurso de crescimento que deve ser valorizado.

“Apesar dos desafios actuais, devemos orgulhar-nos do caminho percorrido pela CPLP desde 1990”, afirmou. Como exemplo, citou que essa trajectória foi marcada por um constante crescimento, tanto nas áreas de intervenção como na capacidade de atracção internacional da organização.

Para António José Seguro, a língua portuguesa representa um dos principais activos da comunidade e deve continuar a ser promovida em diferentes geografias.

Para o Presidente português, a CPLP dispõe de conhecimento e experiência em sectores onde pode assumir uma posição de maior relevância mundial, nomeadamente na área dos oceanos e da economia azul, temas considerados estratégicos para Portugal e Cabo Verde.

Segundo António José Seguro, o envolvimento conjunto dos dois países na 5.ª Conferência da Década do Oceano, que decorrerá nos próximos dias na ilha da Boa Vista, representa um sinal do compromisso dos dois Estados com esta área de cooperação.

No actual contexto geopolítico, o Presidente português entende que a CPLP pode desempenhar uma função estratégica na promoção de valores comuns.

“A CPLP constitui um activo estratégico e poderá assumir um papel mais preponderante nas dinâmicas internacionais”, declarou.

Nesse sentido, apontou a defesa da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos, do desenvolvimento e da justiça social como princípios fundamentais da organização.

António José Seguro defendeu também uma maior intervenção da comunidade lusófona na defesa do multilateralismo, num momento marcado por tensões internacionais e por desafios à cooperação entre Estados.

“É importante uma defesa activa do multilateralismo em prol da paz, do diálogo, do respeito pelos direitos humanos, da solidariedade entre os povos e de uma ordem internacional baseada em regras”, afirmou.

O chefe de Estado português lembrou ainda o apoio dado por Cabo Verde e pelos restantes países da CPLP à candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, garantindo que Portugal pretende trabalhar em conjunto com os seus parceiros para tornar aquele órgão mais eficaz, mais representativo e mais humano”.

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