razo e depósitos de poupança, registou um crescimento superior aos 7,2% observados no mesmo período de 2025.
Segundo o BCV, esta evolução foi impulsionada principalmente pelo aumento das disponibilidades líquidas sobre o exterior, que cresceram 27,3%.
O aumento das disponibilidades líquidas sobre o exterior resultou sobretudo da evolução dos ativos externos líquidos do Banco de Cabo Verde, que aumentaram 33,9% em termos homólogos. Este crescimento mais do que compensou a redução de 12,3% registada nos ativos externos líquidos dos bancos comerciais.
Do outro lado, o crédito interno líquido registou um acréscimo de 0,6%, resultado sobretudo da expansão do crédito à economia, que compensou a contração do crédito líquido ao Setor Público Administrativo (SPA).
Conforme o documento, a evolução da quantidade de dinheiro disponível na economia refletiu-se principalmente no aumento do agregado M1 e da quase-moeda.
O M1, que inclui a moeda em circulação e os depósitos à ordem, cresceu 18,0% em termos homólogos, enquanto a quase-moeda, que integra os depósitos a prazo e de poupança, além dos depósitos de caução, cheques e ordens a pagar, aumentou 7,1%.
O crescimento do M1 foi determinado pelo aumento da moeda em circulação e dos depósitos à ordem. A circulação monetária aumentou 23,6%, enquanto os depósitos à ordem cresceram 17,4%.
Na quase-moeda, a evolução foi sustentada sobretudo pelo aumento dos depósitos de emigrantes, dos depósitos a prazo em moeda nacional, dos depósitos de poupança e dos depósitos em divisas de residentes.
Os depósitos de emigrantes cresceram 2,4%, os depósitos a prazo em moeda nacional aumentaram 7,2%, os depósitos de poupança 18,7% e os depósitos em divisas de residentes 30,3%.
Reservas internacionais atingem 1.175,4 milhões de euros
As reservas internacionais líquidas do país situaram-se em 1.175,4 milhões de euros em 30 de Junho de 2026, mais 297,8 milhões de euros do que no mesmo mês do ano anterior.
Segundo o BCV, esta evolução resultou das entradas provenientes da compensação de operações cambiais a favor do Tesouro/Projetos, que superaram as saídas associadas às operações realizadas com as instituições de crédito nacionais, aos pagamentos da dívida externa e a outras responsabilidades do Tesouro.
Relativamente ao crédito interno líquido, o BCV aponta que cresceu 0,6% em termos homólogos, impulsionado pelo aumento de 6,1% do crédito à economia, que compensou a redução de 30,3% do crédito líquido ao SPA.
