A ACFPNSC afirma ainda que os serviços funcionam com horários fixos, entre as 07h00 e as 19h00, considerando que estes elementos demonstram a existência de uma organização dos transportes que permite a definição e fiscalização dos preços praticados.
Para os representantes dos condutores, esta situação poderá deixar os passageiros sujeitos a preços definidos individualmente pelos operadores e por isso defende que a ausência de uma referência comum de preços poderá agravar as dificuldades enfrentadas pelas famílias que dependem diariamente destes transportes.
Os condutores recordam ainda uma anterior intervenção do Governo e da ARME durante uma crise no setor, em que houve reuniões entre representantes dos condutores, a entidade reguladora e os proprietários, além da atribuição de subsídios aos combustíveis.
A ACFPNSC refere também que, nesse período, a ARME terá estabelecido regras de preços e advertido para a aplicação de sanções em caso de incumprimento, incluindo multas e o eventual cancelamento de alvarás e licenças.
Os representantes dos condutores criticam a ausência de uma intervenção semelhante por parte do atual Governo e consideram que o Executivo deveria assumir um papel de mediação entre os operadores, a entidade reguladora e os passageiros, sobretudo num contexto de aumento dos custos de funcionamento do setor.
A associação afirma que não pretende que os custos da atual situação sejam transferidos diretamente para os passageiros.
No entanto, alerta que o aumento das despesas com combustível, manutenção e outros custos de operação poderá acabar por refletir-se no preço dos transportes e afetar as famílias que dependem destas ligações.
