Segundo a agência de notícias britânica, a suspensão está relacionada com o lançamento de uma iniciativa global de formação dos funcionários consulares, destinada a reforçar a avaliação dos candidatos a vistos de imigrante.
Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano confirmou à Reuters que a formação está a decorrer nas embaixadas e consulados dos EUA em todo o mundo e explicou que os agendamentos dos serviços de vistos serão ajustados para permitir a realização da iniciativa.
O Governo norte-americano justifica a medida com a necessidade de melhorar a análise dos candidatos, particularmente para determinar se estes poderão tornar-se dependentes de benefícios públicos nos Estados Unidos.
A medida afecta pessoas que pretendem emigrar definitivamente para os Estados Unidos, incluindo familiares de cidadãos norte-americanos que procuram residência permanente, pessoas que obtiveram imigração através de familiares residentes no país e trabalhadores estrangeiros que procuram residência por via do emprego.
A Reuters indicou que a nova orientação representa uma alteração temporária no funcionamento dos serviços consulares, enquanto os funcionários recebem formação para aplicar os critérios de avaliação definidos pela administração norte-americana.
Segundo a mesma fonte, pessoas que já tinham entrevistas marcadas estão a receber notificações de cancelamento ou adiamento e deverão aguardar por uma nova data.
A suspensão ocorre no contexto do reforço das políticas de imigração promovidas pela administração Trump durante o segundo mandato do Presidente republicano, que tem adoptado medidas destinadas a endurecer o controlo migratório e a fiscalização dos processos de entrada e permanência nos Estados Unidos.
