173 países, coloca Cabo Verde no 38.º lugar mundial em Representação, no 52.º em Direitos, também no 52.º em Estado de Direito, mas apenas no 115.º lugar em Participação. A International IDEA considera que o país apresenta um desempenho elevado na Representação e intermédio nas restantes três dimensões.
A diferença entre estas classificações ajuda a perceber onde está a força e onde estão os problemas da democracia cabo-verdiana.
Na Representação, Cabo Verde surge com um desempenho particularmente positivo. A dimensão avalia aspetos como a credibilidade das eleições, a inclusão do sufrágio, a liberdade dos partidos políticos, a existência de um Governo eleito e a eficácia do Parlamento. O país está no 38.º lugar entre 173 Estados, praticamente no mesmo patamar da Maurícia, que ocupa a 37.ª posição.
Já nos Direitos, Cabo Verde aparece na 52.ª posição e obtém a mesma classificação no Estado de Direito. São resultados que colocam o arquipélago à frente de vários países africanos e de parte significativa dos países de língua portuguesa.
É, contudo, na Participação que aparece a principal vulnerabilidade. Cabo Verde ocupa o 115.º lugar, muito distante da posição alcançada nas outras dimensões. A International IDEA chama particularmente a atenção para o baixo desempenho no envolvimento cívico, colocando o país entre os 25% com pior resultado mundial nesse fator.
Na prática, a fotografia traçada pelo relatório é a de uma democracia onde as instituições eleitorais e a representação política funcionam relativamente bem, mas onde existe maior dificuldade em manter os cidadãos envolvidos na vida pública entre uma eleição e outra.
A própria International IDEA identifica a participação política e o acesso à Justiça como questões a acompanhar nos próximos anos. O organismo refere ainda níveis elevados de desconfiança nas instituições democráticas e considera que a lentidão do sistema judicial continua a constituir um problema para o país.
