Segundo os dados do instituto, no referido período foram 252 situações de negligência, 84 conflitos familiares ou não familiares, 72 casos de abuso ou exploração sexual, 33 fugas de casa e 29 situações relacionadas com disputa da criança.
Nas denúncias de violência sexual, foram identificadas duas crianças entre os zero e os três anos, seis entre os quatro e os seis anos, 22 entre os sete e os 12 anos e 42 adolescentes entre os 13 e os 17 anos. A maioria das vítimas é do sexo feminino, com 69 meninas e três meninos.
96 crianças acolhidas mensalmente em situação de emergência
Perante situações de abandono, negligência, risco ou outras circunstâncias que comprometem a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes, o ICCA assegurou uma média mensal de 96 acolhimentos de carácter emergencial.
Na Praia, o Centro de Emergência Infantil acolheu 37 crianças, enquanto em São Vicente foram acolhidas 32. No Sal, o centro registou 14 acolhimentos e o Centro Juvenil Nhô Djunga recebeu 13 crianças e adolescentes.
O instituto mantém 20 Centros de Dia, que acolheram, em média, 956 crianças por mês durante o primeiro semestre. A Praia concentrou o maior número, com 348 crianças, seguida de São Vicente, com 215, e Boa Vista, com 106.
Santiago Norte registou 69 crianças acolhidas mensalmente, Fogo 54, Santo Antão 51, Maio 50, Sal 49 e São Nicolau 14.
No âmbito do acompanhamento dos casos, o ICCA realizou 1.445 encaminhamentos para diferentes serviços e instituições. A maior parte correspondeu a resoluções internas, com 518 casos, enquanto 296 foram encaminhados para a Procuradoria.
Entre os restantes encaminhamentos estão 131 reintegrações familiares, 76 casos ainda pendentes, 73 encaminhamentos para a Polícia Nacional, 57 para acompanhamento psicológico, 53 para a Curadoria de Menores e outros 53 para os tribunais.
