No comunicado, o ICA diz-se preocupado perante a gravidade dos factos noticiados e reafirma o compromisso com a protecção integral das crianças e adolescentes.
A instituição defende que situações desta natureza exigem uma resposta célere, coordenada e efectiva das entidades competentes, das famílias, das comunidades e da sociedade em geral.
No centro da posição do ICCA está a necessidade de impedir uma nova exposição das possíveis vítimas.
Neste sentido, o instituto pede à sociedade cabo-verdiana, aos utilizadores das redes sociais e, em particular, aos órgãos de comunicação social, que respeitem o direito à intimidade, à privacidade e à protecção da identidade das crianças e adolescentes envolvidos.
“A divulgação de nomes, imagens, informações pessoais ou quaisquer outros elementos suscetíveis de permitir a sua identificação pode representar uma nova forma de exposição e revitimização”, sustenta.
A instituição recorda ainda que o abuso e a exploração sexual atentam contra a dignidade, a integridade física e psicológica, a segurança e o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes.
Relativamente à situação decorrente da Operação Aurora, o ICCA informa que está a acompanhar o caso em articulação com as entidades competentes.
As equipas técnicas da instituição deverão assegurar as medidas de protecção e o apoio psicossocial que se revelem necessários às crianças e adolescentes identificados no âmbito da situação.
