Saiu na madrugada desta terça-feira o Outlook de Outubro do FMI, no contexto das reuniões anuais que decorrem em Banguecoque, Tailândia, até ao próximo domingo. Segundo o documento, as previsões do Fundo Monetário Internacional apontam para um crescimento de 5% da economia cabo-verdiana (abaixo das estimativas do governo que antecipam 5,6% para o próximo ano no relatório do Orçamento de Estado 2027) e para uma inflação de 2,8% (acima dos cálculos do executivo do PAICV que indicam 2,0%).
No entanto, os números avançados para o arquipélago põem Cabo Verde acima da média dos países de rendimento médio da África subsaariana (3,4%) e da média da própria sub-região (4,5%), apesar de haver 15 países (em 44 analisados) a crescer mais que a economia nacional. As previsões para as Maurícias (3,2%) e para as Seychelles (4,0%) também deixam estes países com menos crescimento económico.
Nos outros países lusófonos, a economia de Angola deve crescer 3,3% em 2027 (inflação de 10,2%), a Guiné-Bissau deve crescer 4,9% (inflação de 2,5%), a economia de Moçambique deve crescer 2% (inflação 6,8%), para São Tomé e Príncipe, o FMI antecipa uma expansão mais modesta da economia de 1,9% (inflação 9,6%), Timor-Leste deve crescer 3,7% (inflação 2,2%), para Portugal o FMI aponta para um crescimento económico de 1,9% (inflação de 3%) e o Brasil deve crescer também 1,9% (inflação 4,1%).
A delegação cabo-verdiana em Banguecoque é chefiada pela secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes, e a agenda inclui reuniões bilaterais, encontros técnicos e sessões de alto nível com responsáveis do FMI, do Grupo Banco Mundial e de parceiros internacionais.
"As reuniões de 2026 decorrem num contexto internacional marcado por mudanças significativas nos mercados e na economia mundial", referiu o governo em comunicado, onde sublinhou "os efeitos da inteligência artificial sobre o emprego e a produtividade, os desafios associados à dívida pública, a evolução dos preços da energia e a necessidade de reforçar a cooperação internacional".
