Fogo: Baixa qualidade da produção do café impede empresa de satisfazer pré-acordo com parceiros – responsável

A baixa qualidade da produção deste ano impede a empresa Fogo Coffee Spirit de satisfazer o pré-acordo com o seu parceiro para disponibilizar seis toneladas de café comercial, disse o responsável da empresa, Amarildo Baessa.

Este ano a produção “não foi grande”, mas, várias localidades que no ano passado não tiveram produção, este ano registaram “alguma produção”, contudo, “infelizmente”, a “qualidade não é boa” devido a fenómenos naturais, destacou Amarildo Baessa, indicando que parte do café secou mais cedo a outra parte estava verde e uma outra madura.


“Registaram-se três cenários na produção e é extremamente complicado fazer a separação do café e representa um perigo colocá-lo no mercado externo”, referiu Amarildo Baessa, acrescentando que a separação representa mais custos para a empresa, que aproveita a cereja do café maduro de qualidade.


Para a mesma fonte, este ano. em termos de quantidade numérica de proprietários, houve maior produção, mas a qualidade é baixa porque o clima não foi favorável e a colheita não foi feita de forma separada, sublinhou Amarildo Baessa.


A mesma fonte explicou que mesmo utilizando o sistema de lavagem a qualidade não é boa, porque os mais secos ficam a flutuar tornando-se complicado fazer a separação para colocar um café de qualidade no mercado externo, devido a exigências deste.


A empresa tem um acordo com um parceiro holandês para vender todo o café desde que tenha os requisitos exigidos, devido à relação de confiança existente no que se refere ao processamento e, sobretudo, que a qualidade não seja adulterada.


“Uma das mais-valias do café do Fogo é o vulcão. O simples facto de termos um café com origem em terrenos vulcânicos vai agregá-lo à marca do vulcão, independentemente do marketing de qualidade, e temos um mercado externo sempre aberto”, disse Amarildo Baessa, acrescentando que o preço nunca poderá ser superior aos cafés de outras latitudes e de qualidade superior ao café do Fogo.


“Quem determina o preço de café é a Bolsa de Valores, é um produto cotado na bolsa e é pré-negociado”, destacou.


Segundo o mesmo, o preço da aquisição da cereja de café sempre foi estipulado e oscila de 80 a 150 escudos quilograma, dependendo da qualidade e todos os produtores/clientes e a empresa conhecem as regras e o preço praticado de acordo com percentagem de verde e qualidade do café, e havendo produto de qualidade inferior não se pode praticar o mesmo preço.


Neste momento, a empresa Fogo Coffee Spirit está em fase de reestruturação, sobretudo em maquinaria para atacar o mercado nacional, que “não é tão exigente” como o mercado internacional, estacou Amarildo Baessa, acrescentando que o café que não chega ao padrão exigido a nível internacional pode ser comercializado no mercado nacional.


Inforpress


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