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Portugal entre as zonas de maior risco na Europa para surto de Chikungunya

A investigação concluiu que a temperatura mínima necessária para a transmissão do vírus situa-se entre os 13 e 14 graus Celsius, abaixo dos 16 a 18 graus anteriormente estimados, o que aumenta o período de risco de contágio em países do Sul da Europa, como Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

O estudo indica ainda que cerca de 50% da área geográfica da Europa é atualmente propícia à transmissão do vírus, durante os meses de julho e agosto, sendo o risco mais elevado nas regiões do sul do continente.

Até há poucos anos, os invernos frios limitavam a atividade dos mosquitos transmissores, no entanto, devido ao aumento das temperaturas globais, o mosquito-tigre permanece ativo durante praticamente todo o ano no Sul da Europa, aumentando a probabilidade de surtos locais.

Em 2025, França e Itália registaram números recorde de surtos de Chikungunya, associados à presença deste vetor invasivo.

Portugal diz estar preparado

Em novembro de 2025, o presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) afirmou que Portugal está preparado para responder a eventuais emergências causadas por doenças transmitidas por mosquitos.

A Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE) conta com cerca de 350 colaboradores em todo o país, assegurando a deteção precoce de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya, numa altura em que o mosquito Aedes albopictus já se encontra disseminado em várias regiões.

O primeiro surto conhecido de Chikungunya foi registado em 1952, na Tanzânia, sendo atualmente uma preocupação de saúde pública em mais de 110 países.

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