Automedicação com Viagra pode aumentar risco de enfarte, AVC e perda de visão, alerta ERIS

Publicada em: 20/08/2026 08:56 -

Segundo o Boletim de farmacovigilância divulgado esta terça-feira, 18, o sildenafil, princípio activo presente em vários medicamentos para o tratamento da disfunção eréctil e da hipertensão arterial pulmonar, tem sido cada vez mais procurado num contexto marcado pela valorização do desempenho sexual, pela pressão social, pela insegurança em relação à performance e pela facilidade de acesso através de canais não autorizados, sendo o Viagra uma das marcas comerciais mais conhecidas de sildenafil.

A entidade reguladora sublinha, contudo, que o sildenafil não é recomendado para homens que não apresentam dificuldades em obter ou manter uma erecção.

A utilização do medicamento para fins recreativos ou com o objectivo de aumentar o desempenho sexual, sem existir uma indicação clínica, pode expor o utilizador a riscos desnecessários. Entre os factores que contribuem para esta procura estão, segundo a ERIS, a falta de informação, a pressão social, factores socioculturais, a insegurança relativamente ao desempenho sexual, o marketing digital e a facilidade de acesso ao medicamento.

Entre os efeitos adversos mais frequentes associados ao sildenafil encontram-se dores de cabeça, rubor facial, congestão nasal, indigestão e náuseas. Na maioria dos casos, estas manifestações são transitórias.

A ERIS alerta, contudo, para complicações menos frequentes, mas potencialmente graves. Foram descritos problemas oculares, incluindo lesões do nervo ótico, alterações da retina e glaucoma agudo, que podem provocar perda parcial ou permanente da visão.

Também foram registados casos de perda auditiva súbita. Embora estas situações sejam pouco frequentes, a entidade considera que devem merecer atenção, sobretudo quando o medicamento é utilizado sem acompanhamento profissional.

 

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