Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem hoje quem - republicanos ou democratas - irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump.
Em jogo estão os 435 lugares na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 postos no Senado (a câmara alta). Hoje também 36 estados elegem o governador. Outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.
As eleições intercalares norte-americanas ('midterms') deverão ser marcadas pelo habitual castigo do eleitorado à administração em funções, mas para Donald Trump e os republicanos poderá significar o fim do domínio absoluto nas instituições políticas.
O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si.
"Imaginem que também estou no boletim de voto", apelou de forma reiterada nos comícios dos candidatos republicanos, juntamente com a promessa de oferecer 5 mil dólares (cerca de 4.400 euros) a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições.
Na reta final da campanha, anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (mais de 890 mil euros) para quem denunciar fraudes nas eleições.
Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras.
A perda de pelo menos uma das câmaras dificultaria a aprovação da agenda legislativa de Trump durante os últimos dois anos do mandato e permitiria aos democratas lançar investigações parlamentares à administração.
Na câmara baixa, os republicanos têm atualmente uma maioria pouco confortável, com 218 congressistas no limiar da maioria, mas estados como o Texas, Ohio ou Iowa estão recorrentemente nas sondagens como volúveis a uma mudança que poderá alterar o equilíbrio de forças.
No Senado, os republicanos têm 53 senadores contra 45 democratas e dois independentes.
