PR de Cabo Verde sublinha “grande vitória” na seleção para compacto económico dos EUA - 3º pacote de Millennium Challenge Corporation

“A mais de ser uma muito agradável notícia, trata-se de uma grande vitória para a Nação cabo-verdiana no seu todo e, em particular, para o Governo”, escreveu o chefe de Estado, numa mensagem divulgada pela Presidência da República.

Para José Maria Neves, a decisão é o reconhecimento do compromisso de Cabo Verde com a governação democrática e dos ganhos já alcançados na realização do desenvolvimento e na redução da pobreza.

Este compacto, chamado de ‘compacto regional’, é desenhado para apoiar o nosso país na realização do desenvolvimento através do aprofundamento da integração na região oeste-africana”, considerou Neves, avançando que já felicitou o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, chefe do Governo suportado pelo Movimento para a Democracia (MpD), desde 2016.

E exorto todas as cabo-verdianas e todos os cabo-verdianos a celebrar este muito bom momento para a nossa Nação e para o nosso processo de desenvolvimento e afirmação de Cabo Verde como um Estado de Direito Democrático”, prosseguiu.

José Maria Neves era o primeiro-ministro cabo-verdiano quando o país foi selecionado para os dois pacotes anteriores (2005 e 2012), com apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, atualmente na oposição).

E considerou que a seleção para o terceiro compacto é “uma notícia extremamente positiva e encorajadora” para o arquipélago, sobretudo nos atuais tempos de crises e de guerras.

O Presidente da República disse ainda que o apoio, cujo valor ainda não foi divulgado, é mais uma “inequívoca prova de amizade, solidariedade e compromisso” dos Estados Únidos para com o povo cabo-verdiano.

A decisão foi tomada em reunião trimestral do conselho de administração do Millennium Challenge Corporation (MCC), realizada na quarta-feira, em que foram também selecionados a Tanzânia e as Filipinas.

Em 2005, o MCC, através do Millennium Challenge Account (MCA), com sede na cidade da Praia, concedeu o primeiro pacote de ajuda a Cabo Verde, de 84,6 milhões de euros, que vigorou até 2010, destinando-se a infraestruturar o país.

Dois anos depois, forneceu um segundo compacto financeiro, no valor de 50,9 milhões de euros e que vigorou até 2017, para melhorar a gestão dos recursos hídricos e do saneamento, bem como dos serviços de gestão da propriedade.

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